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Este não é um alarme falso, apesar de estridente. Muito menos uma visão apocalíptica, graciosa e irresponsável. Nem é um cientista que está falando - um pesquisador até o atenua. 

                                 
A previsão que dá título a esta nota é feita por um barranqueiro nato, um homem que vive desde a hora em que nasceu, há 52 anos, toda a agonia do Rio São Francisco, e vê o potencial aquífero deste grande rio sendo tragado pelos barrancos tristes e pelos bancos volumosos de areia do seu leito.


O alerta é de José Luciano do Nascimento Lima, que tem o feeling - o sentimento fino – de quem vive da observação e da produção agrícola na beira deste rio e que, nos seus 52 anos, só o vê murchar e desmilinguir ano a ano, mês a mês, dia a dia.


“Se não cuidarmos do São Francisco, em cinco anos vai começar a faltar água pro sergipano beber. E quem primeiro sofrerá é o sergipano de Aracaju”, diz Luciano Nascimento, ou Luciano de Menininha. “Se não cuidarmos dele, a vaca nem vai pro brejo. Porque nem brejo vai mais existir. A vaca vai é morrer de sede”, reforça. 


Luciano já foi deputado estadual, já foi prefeito de Propriá - cidade ribeirinha e onde a degradação do Grande Rio se vê mais feiamente a olhos nus -, e se diz triste e desencantado de perceber que nesta campanha de 2018 para se renovar a Alese, a Câmara Federal, o Senado e o Governo de Sergipe não haja ninguém levantando crachás honestos em favor da reabilitação total e urgente desse rio.


“Eu queria muito dar meu voto pessoal a alguém comprometido com a causa do São Francisco. Mas, infelizmente, não visualizo ninguém”, diz Luciano.


Juntando a sua visão de homem prático, observador da degradação do rio, com a de um ex-político - que é como ele se autodefine - Luciano de Menininha defende uma política imediata de reflorestamento da Bacia Hidrográfica deste rio.


E olhe que ela é de 639.219 quilômetros quadrados. Para que você uma tenha noção comparativa do real significado destes 639 mil quilômetros quadrados, só pense nos 22 mil quilômetros quadrados que medem o território de Sergipe. Pois é, seriam quase 30 Estados de Sergipe.  


Luciano de Menininha entende que é muitíssimo importante a adoção de uma plena política de esgotos sanitários nos mais de 500 municípios plantados à margem deste rio de Minas a Sergipe. Mas, diante da escassez hídrica do São Francisco, ele advoga que o urgente reflorestamento da bacia hidrográfica dele deve vir primeiro.


Quando este texto diz na abertura que a visão de Luciano de Menininha não é apocalíptica, não o faz no vazio. Ou numa espécie de referendo do quanto pior, melhor. Veja isso: a partir do mês de maio deste não, a vazão média natural do São Francisco está sendo operada entre 550 metros cúbicos por segundo e 700 metros cúbicos por segundo.


Isso é gravíssimo se for levado em consideração que a vazão média natural dele já foi 2.850 metros cúbicos por segundo lá nos anos 70/80, atualmente está em 2.605 metros cúbicos por segundo e vem para esta média 550/700 de sua hidrologia mínima em virtude das poucas chuvas em sua grande bacia – que tem hoje 48% de desmatamento.


Como Luciano de Menininha é um leigo prático e bem intencionado, e esta Coluna não tem a menor intenção de criar pânico, ela foi ouvir a opinião de uma pessoa tecnicamente mais qualificada, que é o professor, pesquisador e consultor hídrico Ailton Rocha sobre a previsão tensa do colapso no fornecimento em cinco anos.


Ailton Rocha, que compra fortemente as dores do rio e se ombreia com o que há de preocupação em Luciano, atenua a previsão: “O rio São Francisco está, de fato, agonizando, mas esta agonia dele não sinaliza que nós possamos ter um colapso no abastecimento de Aracaju num período de tempo tão curto. Mesmo porque, algumas providências estão sendo tomadas”, diz ele.


(A partir dos informes dados pelo professor Ailton Rocha sobre este tema, a Coluna Aparte vai retornar ao assunto e o Portal JLPolítica, assim eu passem as eleições, dará mais atenção ao São Francisco e seus dilemas).

 
 
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