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A estatal está vendendo combustível a preços próximos aos praticados na importação para ganhar participação de mercado.

 

A Petrobras está vendendo gasolina no Brasil a valores muito próximos aos adotados no Golfo do México, flertando com os patamares da paridade de importação ao reduzir suas margens, em uma nova estratégia mais agressiva para reconquistar participação no mercado doméstico.

A partir do mês passado, a estatal passou a fazer ajustes quase que diários para recuperar vendas perdidas desde que uma política implantada em outubro de 2016 mostrou-se incapaz de estabelecer negócios lucrativos sem abrir espaço para concorrentes, que ganharam mercado no país importando derivados baratos.

Segundo um levantamento da consultoria Tendências, desde o início de julho, a petroleira vem adotando preços muito similares aos do Golfo do México, variando até o limite máximo de R$ 0,05/litro acima e de até R$ 0,03/litro abaixo do preço de referência dos Estados Unidos.

Não é possível afirmar, entretanto, que a empresa voltou a vender o combustível por valores inferiores aos empenhados na importação do produto --algo proibido pela política da Petrobras. Segundo explicaram analistas, os preços de referência da estatal no exterior e os custos para a importação são sigilosos e estratégicos, o que dificulta tal afirmação.

Mas o movimento, de fato, é muito diferente do que aconteceu entre outubro de 2016 e junho de 2017, quando a empresa realizou boas margens em relação aos preços externos. Nesse período, as cotações da gasolina vendida pela Petrobras nas refinarias ficaram, em média, R$ 0,21 acima do preço do Golfo do México, segundo a Tendências.

Em 14 de novembro, por exemplo, a diferença positiva chegou a atingir R$ 0,36, dez vezes mais o registrado no início desta semana.

"Ela jogou o preço doméstico ao nível do preço externo (Golfo do México) sem nenhum custo de importação... em tese, para recuperar mercado, bastaria chegar perto da paridade de importação", afirmou o analista da Tendências Walter Vitto, ponderando que não é possível saber ao certo as margens obtidas pela empresa.

POR: G1.

 
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