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Quero mandar um bjao e a musica,,BarreirasBrunno Carvalho p efis cordeiro lima com amor e carinho,,obrigada...
karla reis - goiania/go
28/03/2020 - 11:11
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Gostaria de pedir para que tocassem LAUANA PRADO (VOCÊ HUMILHA)...
Beatriz - Porangatu/Goiás
01/10/2019 - 19:53
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Quero mandar um bjao e a musica,,barreiras com cantor bunno carvalho p eginaldo amorimmcom amor e carinho,,blz...
karla reis - goiania/go
01/07/2019 - 10:18
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Que bom ouvir a Rádio Tropical aqui tbm, essa rádio faz parte da minha vida! Todas as musicas que eu peço vcs tocam. Obg. Bjuu...
Fernanda - Rio Verde/GO
06/05/2019 - 16:13
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Essa é a melhor Rádio da região, as musicas estão 100% melhores. A rádio do meu coração, que saudade de Porangatu!!...
Isabela - Brasília/Distrito Federal
30/01/2019 - 19:22
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boa noite sou de Rio Verde Go gostaria muito da ajuda de vcs para reencontrar uma pessoa muito importante para mim que mora em Porangatu ela foi separada da família dela e consegui encontrar a família dela é ela voltou para Porangatu e depois perdi o contato com eles nome dela e Maria de Lourdes Lopes tem um filho hoje com média de 25 anos pelo nome de José Henrique ela era de Maurilandia Go A mãe da Maria de Lourdes se chama Sabina, tem um irmão pelo nome de Rui e outro pelo nome de Joã...
Edna Ribeiro - Rio verde/Go
09/12/2018 - 13:19
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Rai Bom dia aqui de Goiânia ouvindo a tropical .matando saudade através de vocês. Rai admiro seu trabalho desde quando fazíamos o colegial. Parabéns.sucesso amigo. abracos pro Marcílio e toda equipe....
Andrea Cristina - Goiania/Goias
20/11/2018 - 7:50
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Dados levantados por lideranças Yanomami e Yekwana e rede de pesquisadores estimam que 10 mil indígenas podem ter sido expostos ao vírus. Entre agosto e outubr



Por Valéria Oliveira, G1 RR — Boa Vista

 



Relatório inédito produzido por uma rede de pesquisadores e líderes Yanomami e Ye'kwana indica que a pandemia de coronavírus avançou 250% em três meses dentro da Terra Indígena Yanomami e um em cada três moradores da região pode ter sido contaminado. A situação é descrita como "total descontrole."

Maior reserva indígena do Brasil, a Terra Yanomami fica entre os estados de Roraima e Amazonas, e em boa parte da fronteira com a Venezuela. Mais de 26,7 mil índios - incluindo grupos isolados - habitam a região em cerca de 360 aldeias.

O número de casos confirmados no território saltou de 335 para 1.202 entre agosto e outubro, conforme o documento intitulado "Xawara: rastros da Covid-19 na Terra Indígena Yanomami e a omissão do Estado".

Monitoramento da ONG Rede Pró-Yanomami e Ye’kwana, que integra o relatório, contabiliza 23 mortes, entre confirmados e suspeitos de Covid-19, de indígenas da etnia.

Os primeiros casos da doença na região foram registrados em abril na terra Yanomami. No mesmo mês, o adolescente Alvanei Xirixana, de 15 anos, foi a primeira vítima fatal da doença. Ele ficou internado por seis dias no Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista.

Adolescente Yanomami Alvanei Xirixana, de 15 anos, morreu com coronavirus no dia 9 de abril  — Foto: Reprodução/Jornal Hoje

Adolescente Yanomami Alvanei Xirixana, de 15 anos, morreu com coronavirus no dia 9 de abril — Foto: Reprodução/Jornal Hoje

Até a divulgação do relatório, os casos da doença tinham sido registrados em 23 das 37 regiões da terra indígena. O cenário se agrava em razão da presença de garimpeiros na reserva. Líderes indígenas afirmam que eles são os principais vetores da doença entre o povo. "É o garimpo ilegal que está levando essa nova xawara [doença] para dentro da floresta."

 

"Há casos confirmados de contaminação em 23 das 37 regiões da TIY e, como o isolamento social entre os moradores é impraticável nas aldeias, é possível que aproximadamente 10 mil Yanomami e Ye’kwana já estejam expostos ao novo coronavírus, em um universo de cerca de 27 mil pessoas, ou seja, mais de um terço da população total, evidenciando uma situação de total descontrole.", destaca trecho do documento.

 

Terra Yanomami foi considerada a mais vulnerável ao coronavírus entre as regiões indígenas da Amazônia por um estudo elaborado pelo Instituto Socioambiental (Isa), parceiro no relatório, e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O descontrole, pontua o relatório, ocorre em razão da baixa testagem por parte do Ministério da Saúde. Os dados revelaram que há 11 regiões da terra indígena onde foram realizados menos de 10 testes. E outras três onde nenhum foi feito.

"Ou seja, em mais de um terço das regiões há pouquíssima informação sobre a chegada da Covid-19, reforçando as denúncias dos indígenas de que em realidade o número de contaminados pode ser muito maior."

Em toda terra indígena, de acordo com os dados, foram feitos 1.270 testes, entre positivos, negativos e descartados, ou seja, menos de 4,7% da população total foi testada.

Área e garimpo ilegal no Rio Mucajaí, Terra Indígena Yanomami — Foto: Hutukara/Isa/Divulgação

Área e garimpo ilegal no Rio Mucajaí, Terra Indígena Yanomami — Foto: Hutukara/Isa/Divulgação

"Dessa forma, sem uma avaliação efetiva e sistemática, é impossível rastrear a doença e controlar sua expansão nas comunidades. A baixa testagem mascara o real cenário de infecção por Covid-19 entre os Yanomami e Ye’kwana, de modo que o cenário conhecido está longe de ser a realidade do impacto da Covid-19 na TIY. E os casos confirmados não param de crescer."

Para chegar aos número de infectados divulgados no relatório, a Rede Pró-Yanomami Ye’kwana montou um sistema de monitoramento de base comunitária, em contato com lideranças e associações indígenas, para acompanhar o avanço da doença. A ideia era traçar um panorama que incluísse casos subnotificados.

Os dados do relatório, por exemplo, são maiores que os divulgados nessa quarta-feira (18) pela Secretaria Estadual de Saúde, onde havia 1.052 Yanomami infectados e nove mortes causadas pelo coronavírus. Esses números são informados pelo distrito sanitário de saúde responsável pela reserva.

"Com o uso de uma quantia muito insuficiente de testes rápidos em locais com alta chance de transmissão comunitária, a real situação da pandemia nas aldeias yanomami e ye’kwana fica mascarada", alerta o relatório.

No encontro, índios se posicionaram para escrever a expressão "Fora garimpo" — Foto: Victor Moryama/ISA/Divulgação

No encontro, índios se posicionaram para escrever a expressão "Fora garimpo" — Foto: Victor Moryama/ISA/Divulgação

Desde junho, para mudar essa realidade, os indígenas têm feito a campanha "#ForaGarimpoForaCovid". A ideia é chamar atenção dos não indígenas, dos órgãos públicos e de autoridades para a situação. O líder Yanomami, Davi Kopenawadivulgou um vídeo em que alerta para os riscos da destruição da floresta e o avanço da pandemia de coronavírus entre o povo.

Para Maurício Ye’kwana, diretor da Hutukara Associação Yanomami e porta-voz da campanha, o relatório é "um instrumento que joga luz no descaso do governo na Terra Yanomami durante a pandemia."

Ele afirma que a investigação representa um passo importante para “não só os Yanomami e Ye’kwana, mas todos os povos indígenas que protegem a nossa Terra Mãe e mantêm a floresta em pé” demonstrarem às autoridades a força e unidade da luta indígena no Brasil. “Temos parceiros que apoiam nossa luta. Pedimos urgência da retirada dos invasores da nossa terra”, disse.

Em setembro, quando havia 700 registros da doença na terra Yanomami, o Ministério da Saúde, a região Yanomami informou que a região contava com 725 profissionais da saúde. À época, segundo a nota, 293 mil itens entre insumos, equipamentos de proteção individual e testes rápidos para Covid-19, tinham sido entregues na região.

Agora, o relatório deve ser enviados à autoridades que lidam com as questões indígenas. Fizeram parte da elaboração do documento o Fórum de Lideranças Yanomami e Ye’kwana e Rede Pró-Yanomami e Ye’kwana, composto pela Hutukara Associação Yanomami (HAY), Associação Wanasseduume Ye’kwana (SEDUUME), Associação das Mulheres Yanomami Kumirayoma (AMYK), Texoli Associação Ninam do Estado de Roraima (TANER), Associação Yanomami do Rio Cauaburis e Afluentes (AYRCA), Associação Kurikama Yanomami (AKY) e Hwenama Associação dos Povos Yanomami de Roraima (HAPYR).

indígena Yanomami durante reunião do Conselho Distrital de Saúde Indigena, — Foto: Pieter Van Eecke/Clin d'Oeil Films

indígena Yanomami durante reunião do Conselho Distrital de Saúde Indigena, — Foto: Pieter Van Eecke/Clin d'Oeil Films

 
 
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