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O Vêneto no estado do Espirito Santo - Brasil
VÊNETO-CAPIXABA, ‘IL NOSTRO TALIAN’
Segundo o Arquivo Público do Espírito Santo, de 1812 a 1900, entraram no estado perto de 40.000 imigrantes italianos, muitos vindos do Vêneto (40%), uma região do norte da Itália; este fato trouxe várias contribuições linguísticas de superstrato/bilinguismo (especialmente no vocabulário ou no campo das expressões frasais), que acabaram se incorporando ao Português Brasileiro (algumas poucas) e/ou tendo vida limitada ao tempo em que os peninsulares participaram das atividades em território nacional. Diz-se que nosso pequeno/grande estado tem hoje uma população em que 65% apresenta laços puros ou miscigenados com gente daquela origem.
Este é um assunto, creio, ainda não acuradamente estudado, em toda a sua amplitude e implicações; nem se deu um enfoque brasileiro ao tema, como deve ser feito, tendo em vista que o mesmo fenômeno ocorreu em outros pontos do espaço brasileiro. Portugal proibiu a colonização da Capitania do Espírito Santo para inibir o contrabando do ouro da Capitania de Minas Gerais (que era parte da Capitania do Espírito Santo); assim, a partir da Independência do Brasil, nosso estadinho se tornou um campo aberto para um segundo tempo da imigração no espaço; vieram açorianos, germânicos, poloneses, italianos, turcos e outros.
Certamente, o mundo acadêmico nacional vai trazer ainda interessantes avaliações sobre a temática. Sobre o assunto, já existe um livro capixaba de Maria Onice Payer, muito interessante: MEMÓRIA DA LÍNGUA. Editora Escuta São Paulo, 2006; e agora, encontramos uma fonte muito rica, ao final do livro SPERANDIO, de Claudio Lachini, Editora Barcarolla Ltda., São Paulo, 2007. Esse manancial está inserido a seguir, para ser conhecido e servir de balizamento em estudos específicos.
Os ‘oriundi’ como observou Renzo Grosseli, trouxeram consigo a forte cultura católica impregnada na Península durante séculos; não estranha, portanto, a presença de ditos/axiomas latinos de uso no vocabulário dos contadinos, ainda que não fossem eles capazes de analisar a sua estrutura linguística; mas, com certeza, sabiam empiricamente o seu valor semântico dada à proximidade entre a língua falada por eles e o Latim eclesial. Entre c. 1940 e c.1960, afinei meus ouvidos com um patuá ‘TALIAN’ falado por meu pai. Filho de italianos chegados em Alfredo Chaves (Espírito Santo) em 1880; hoje não ouço mais uma oralidade semelhante em nosso meio-ambiente; verifico que há rádios de EXPRESSÃO POMERANA em Santa Maria de Jetibá (Espírito Santo) e Vila Pavão (Espírito Santo), verdadeiros bastiões culturais; e tenho notícia que, no interior do Município de Alfredo Chaves, Venda Nova do Imigrante, Castelo e Marilândia existem ilhas onde ainda se fala o ‘TALIAN CAPIXABA’; recordo-me dessa antiga fonia doméstica na escuta da RÁDIO TALIAN BRASIL de Lajeado (RS); parece que estou ouvindo o patriarca Chico Malacarne cuidando de nosso futuro. O bilinguismo, como ocorre agora com o uso do INGLÊS, era um detalhe muito rico em nosso dia-a-dia.
Colaboração: Altair Malacarne
São Gabriel da Palha – Espirito Santo - Brasil
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